13 de maio de 2016

Temos enfim um plano de crescimento?

Não votei na chapa Dilma-Temer. Michel Temer sequer seria uma escolha minha para candidato. No entanto em meio dia de governo arrisco dizer que ele já fez mais que a presidente afastada.
Explico.
- Ele resgatou o uso da língua portuguesa. Apesar da piada isso é algo sério. A nossa língua vem sendo relegada a segundo plano nos últimos anos nas escolas e deveria ser obrigatória em todos os cursos superiores. Os dois presidentes do PT desrespeitavam completamente o nosso idioma. Que além de escancarar para os outros países o enfraquecimento da nossa educação cria exemplos péssimos para as crianças que estão em casa diante da televisão.
- Temer fez um discurso republicano até com tons liberais (não neoliberais) destacando as funções básicas do estado dando mais valor para a iniciativa privada.
- Fez distinção entre governo e estado, algo completamente deixado de lado nos últimos 13 anos.
- Algo sutil, mas de extrema importância, principalmente na formação de novos patriotas; resgatou as cores da bandeira nacional em sua logomarca do governo.
- Apresentou Henrique Meirelles como ministro da Fazenda que foi presidente do Bank Boston e presidente do Banco Central no primeiro mandato de Lula, que foi o único em que a responsabilidade fiscal foi respeitada. Deverá levar com ele uma equipe boa. Meirelles já falou que a reforma da Previdência será prioridade. Corretíssimo.
- Falou em privatizar a infraestrutura do Brasil e em cortar milhares de cargos não concursados o que é ótimo. Vai haver uma desburocratização e será de certa forma um combate à corrupção. Sempre gera polêmicas privatizações, mas são necessárias, desde que feitas com transparência e negociações abertas ao público. Claramente esta adotando uma linha de raciocínio menos estado e mais mercado. Se o país quer crescer, esse é o caminho.

- Também propôs a tão sonhada emancipação dos estados e municípios.

- Reduziu a quantidade de ministérios como o da Cultura que foi incorporado ao da Educação. A ideia não era cortar gastos? Excelente medida. A classe artística reclamou, mas a cultura esta na sociedade, não precisa de suporte governamental. Alguns artistas independentes já usam o sistema de financiamento coletivo, que tem dado certo. Ou seja, ele é financiado por quem o aprecia.
- Decidiu cortar verbas para a imprensa chapa-branca, que são blogs e sites que fazem propaganda para o governo.

Na mesma linha acredito que Temer deveria cortar propagandas do governo, salvo campanhas de utilidade pública como campanhas de vacinação, por exemplo. O governo deve ser avaliado pelo que a população vê com seus olhos no dia a dia e não por campanhas de marketing. No máximo uma plaquinha em obras com o nome do governador, prefeito ou presidente que executou a obra.


Claro que a equipe ministerial também tem nomes lamentáveis e outros questionáveis. Vai ter muito trabalho e será questionado e muito, e não somente pela oposição. Tudo ainda esta no campo das palavras e promessas. Como as promessas de não mexer com os programas sociais, que apesar de serem criticados por parte da população são importantes, desde que corretamente executados. Será preciso pôr tudo isso em prática, em caráter de urgência.


Aproveite também e acabe de vez com a reeleição senhor Presidente.

Guilherme Palma

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