3 de janeiro de 2011

Cartas de amor

O verdadeiro amor. Nem mais, nem menos.

Se a minha casa pegasse fogo, aqui esta o que eu salvaria (...) seis folhas de papel pautado arrancadas de um caderno e cobertas por tinta vermelha que já começa a desbotar: as cartas de amor do meu marido, escritas por volta de 1985.
São três ao todo, o suficiente para uma vida inteira – o que é bom , considerando-se que, desde então, ele nunca mais escreveu. Justiça seja feita: isso não e de todo verdade. Não e que os maridos deixem de escrever cartas de amor. É que elas tendem a ser um pouco diferentes de quando éramos namorados.
Tomemos como exemplo uma que achei sobre a mesa semana passada: “Amor: tenha cuidado ao dirigir. As ruas podem estar escorregadias. Eu.” Ou que tal essa outra escrita em verde atrás do cardápio de um restaurante chinês e deixada ao lado do telefone: “Pus as roupas na maquina de lavar e devolvi as fitas de vídeo. Aqui esta um pouco de $$$. Não se preocupe com o jantar. Eu trago.” Elas não têm exatamente o mesmo tom de “De que forma eu te amo” Deixe-me contar”. Mas, quando paramos para pensar, não estão dizendo mais ou menos a mesma coisa?

- Eu retirei esta carta da Revista Seleções - Reader's Digest de julho de 2001. Este trecho pertence ao livro Every day i Love you more (Cada dia eu te amo mais) - Warner, da escritora Nancy Shulins.

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