12 de agosto de 2010

Dia dos pais

Quem leu meu texto "Felicidade" sabe que hoje eu sou pai. Neste texto descrevi todas as sensações que experimentei a partir do momento que segurei o João Guilherme no colo. Desde então, cada dia tem revelado uma surpresa nova. Um sorriso, uma careta diferente, um som novo que ele faz. Até o jeito de chorar vai mudando e eu identifico quando é fome, fralda suja, cólicas, falta de atenção ou quando quer colo.

No começo achava que não era possível sentir um amor maior, mas sempre supero minhas expectativas. No último domingo eu vivenciei meu primeiro dia dos pais. A princípio não esperava que tivesse um significado muito grande, pois meu filho não pode me dar os parabéns ainda. Mas foi emocionante. E ainda coincidiu com o batizado dele.

Depois da celebração o padre chamou todos os pais para subir no altar para cantarmos um “parabéns pra você”. E ao meu lado via pais que já tinham filhos grandes, pais que já eram avós, inclusive pais que já tinham perdido seus filhos. Todos com o mesmo sorriso, a mesma lagrima nos olhos, uma felicidade sem igual, que não se compra.

Um desses pais bem vividos olhou para mim segurando meu filho no colo, me deu um aperto de mão, um sorriso largo no rosto e um sincero parabéns. E então eu percebi que faço parte de um seleto grupo de homens abençoados. O grupo dos pais.

E eu ganhei uma caneta personalizada da paróquia.
Guilherme Palma

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