13 de novembro de 2009

Mistura Monstro

Eu estava trabalhando no meu laboratório até tarde em uma noite dessas, quando meus olhos se prenderam a uma visão sobrenatural. A minha criação começou a se levantar de seu esquife sem que eu concluísse o experimento. Parou na minha frente e me lançou um olhar sem vida. E de repente para minha surpresa ele sorriu, pegou a fórmula de dar vida aos mortos e fez a mistura.
E todos os monstros ganharam vida. Do meu laboratório que fica na torre leste até a suíte de Drácula do outro lado do castelo os vampiros faziam a festa. Todos os zumbis vieram de suas humildes residências para agitar com meus eletrodos.
Os mortos-vivos estavam se divertindo. A festa havia começado. Entre os convidados estavam inclusos o Lobisomem, Conde Drácula e seu filho. O cenário era puro Rock’n Roll, todos criavam seus sons. Igor na corrente, voltado para trás uivando. Os carros funerários estavam para chegar com seu coral Os Cinco Chutados da Cripta.
Fora de seu caixão a voz de Drácula saia em espiral. Parecia haver um problema, apenas um. Ele agitou os punhos e disse: “O que estava acontecendo com meu Twist da Transilvânia?” Agora esta tudo legal, Drácula faz parte da banda. E a minha fórmula monstro é o sucesso da terra dos mortos-vivos.
Para você que esta vivendo hoje essa mistura foi providencial. Quando chegar à minha porta e algum monstro atender, diga que fui eu quem enviou o modelo até você. Só por precaução.

Baseado na música Monster Mash de Bobby 'Boris' Pickett & the CryptKickers. Gravada em um disco homônimo para as festividades do Dia das Bruxas (halloween) de 1962 nos Estados Unidos. Traduzido e adaptado por Guilherme Palma.

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