15 de julho de 2010

As danças mais marcantes do cinema - Final

Depois de As danças mais marcantes do cinema parte 1, 2, 3 e 4, enfim cheguei a parte final. Lembrando mais uma vez que o critério de classificação é estritamente pessoal.

- Billy Eliot 2000. Um filme encantador. O menino começa a se interessar por balé. O pai viúvo trabalha em uma mina de carvão e vive um truculento período de greve e briga com o sindicato dos mineiros. Do pouco dinheiro que tem, paga aula de Boxe para o filho. Já imaginou como vai ser difícil para esse menino realizar o sonho de dançar balé? Pois é. Por esse motivo que a dança é magnífica. Ele dança com raiva, frustração. O filme da uma lição de persistência e toca os corações das pessoas mais duras, como o próprio pai dele. Inclusive o coração deste que vos fala. Quando assisti pela primeira vez descobri que ainda tinha muito preconceito. Durante o filme ficava me indagando. Será que ele vai se tornar gay? No final da história isso não teve a menor importância e eu cresci mais um pouco. O nome da música é 'Town Called Malice' de 1982 do The Jam. Escute mais músicas deles e vai descobrir o que muita banda atual de 5ª categoria tenta fazer.

- Pulp fiction 1994. Ele novamente. John Travolta nos deslumbra com mais uma dança inesquecível. Ele já dançou melhor em outras ocasiões, é verdade. Mas esta é a mais magnífica pela perfeita sincronia com, a belíssima, Uma Thurman. Por ter ressuscitado como ator, depois de filmes em que ele conversava com cachorros e bebês. Pela descoberta de um genial cineasta, que é Quentin Tarantino. Por uma revolução cinematográfica que foi Pulp Fiction. O que mais se viu depois foram diretores e filmes tentando fazer algo parecido até que se tornou piegas. A música é mais uma obra prima do genial Chuck Berry, 'You Never Can Tell' de 1964.

- Perfume de mulher 1992. Eu não tenho palavras para descrevê-lo. Um filme perfeito com um dos melhores atores que já existiu. Um homem cego, rude, amargurado com a vida achando que todo mundo lhe deve alguma coisa e totalmente inconveniente. Mas ao mesmo tempo de uma sensibilidade fora do comum. A ponto de uma menina na faixa dos 20 anos se encantar com ele. Tudo por causa de uma dança e o dom de reconhecer qualquer perfume que uma mulher usa. O ponto forte da película é a ajuda mutua entre ele e seu guia. Um garoto inseguro, medroso que não sabe o que fazer de sua vida, mas que em certo momento do filme demonstra maturidade para fazer o velho aceitar que a vida não é fácil para ninguém e que só por ele ser cego não deve ficar esperando tratamento diferenciado. Enquanto o garoto toma uma lição de coragem e o valor da gratidão. A música é um tango de Carlos Gardel de 1935 e se chama “Por una cabeza”. Emocionante.

Guilherme Palma

3 de julho de 2010

As danças mais marcantes do cinema - IV

Depois de uma interrupção por motivos óbvios, eu pretendia passar de 10 comentários no post anterior, vou continuar com as danças mais emocionantes do cinema. Já tivemos até agora O Maskara, Dirty Dancing, Flash Dance, Moonwalker, Os Embalos de sabado a noite, Prisioneiro do rock, Quero ser grande, Grease - Nos tempos da brilhantina e Os Fantasmas se divertem.

Curtindo a vida adoidado de 1986. Um clássico do cinema sessão da tarde, o maior deles. Acho que foi um dos filmes mais reprisados na televisão brasileira – deve perder apenas para Lagoa Azul. E foi sem sombra de dúvida o filme que mais vezes assisti e ainda não enjoei. A cidade se rende aos Beatles, o próprio pai de Ferris Bueller dança de seu escritório. Quando esse filme chegou à TV eu devia ter uns 8 ou 9 anos e por causa dele ficava cantando na frente do espelho músicas dos Beatles. A propósito, foi depois deste filme que comecei a gostar deles. Um filme divertidíssimo e eternamente contemporâneo.



Tempos modernos de 1936. Charles Chaplin foi um dos maiores gênios da história do cinema. Seja na expressão corporal como na criação de enredos e seu forte apelo humanitário. Assisti a esse filme quando tinha uns 10 anos de idade. Acho graça ainda hoje e digo que sob muitos aspectos é um filme contemporâneo. Todo ator de cinema mudo e palhaçada se inspirou nele. Didi que o diga. A letra dessa música não parece fazer sentido quando ele canta por que é um improviso, mas da para entender pela expressão corporal dele.



Cantando na chuva de 1952. Um clássico e um marco. Não podia ficar de fora. Imagino que seja o maior musical da história do cinema. Belas músicas e uma coreografia fantástica. É uma seqüência antológica em que Gene Kelly dança e canta chutando água no meio fio como uma criança. Quem assiste a esse filme sai com vontade de tomar chuva.


Semana que vem as 3 últimas danças.

Guilherme Palma